Blérgh!

Mordiscando a neo-solteirice



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Não sei se é de conhecimento público, talvez ainda não, mas Estela é a mais nova solteira do Rio de Janeiro. Fiquei na casa, com muita coisa da casa, sem cama, sem tv, com a gatinha Lua, claro, meus duzentos e cinquenta medos e alguma solidão esporádica. É idiotice, mas eu penso em não conseguir dar conta de tudo sozinha, dos inúmeros pequenos e grandes afazeres, de gerir o conjunto de maneira satisfatória. Uma insegurança que beira a patetice, afinal, posso não me tornar uma excelente faz-tudo, mas viver do meu jeito eu hei de conseguir, mesmo que seja com aquele pó insistente na estante da sala, esperando pelo espanador que raramente dará o ar da graça, porque a vida é muito mais do que isso, hehehe.


Chato mesmo é ter que comprar tudo. Os solteiros poderiam ter disponível para venda um kit de sobrevivência com tudo que a gente tem que sair comprando por aí, desde as hastes flexíveis da Johnson, o pão francês, o Pinho Sol, os tomates e o Omo dupla ação, até a acetona, a carga do Gillete Sensor Excel, pézinhos de alface americana e a o amido de milho básico de cada dia. Seria um sonho, ir até o mercado, pagar um valor X e os caras mandavam entregar. E arrumavam no armário. E ainda preparavam uma groselha Milani para nós. Mas a realidade dos desprovidos de companhia é outra, no mercado que tem a gelatina sem sabor, não tem o limpador para vidros Vidrex, o que nos obriga a visitar diversos estabelecimentos para acabar as compras e a paciência junto.


"...A renda das mulheres sozinhas - solteiras, descasadas e viúvas - é 62% maior que a das acompanhadas” , diz pesquisa da FGV. E eu poderia aqui elencar inúmeras outras vantagens de não ter alguém no pé, supervisionando tudo e monitorando através dos maldito celular, mas isso seria discursar o óbvio. O fato é que sobra tempo, sobra dinheiro, sobram oportunidades de conhecer pessoas novas, baladas, amigos, trabalhos manuais, música e livros, tudo aquilo que a gente abandona em nome de alguém, que vai abandonar a gente na seqüência.


E o meu anúncio, agora assim: Estela, terráquea, solteira, inteligente e independente não procura companhia - cuidando de mim mode=on. Exceto para ficadas 100% descompromissadas, se a criatura for muito gostosa, trouxer morangos com chantilly e for praticante de pompoarismo ou contorcionista de circo. Oferece sua modesta residência para encontros fortuitos, desde que cumpridas as exigências acima descritas.


E lá vamos nós! :-)


Publicado em 17 de abril de 2008 às 12:45 por estela

ela, Marisa Niño



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Marisa Niño é por si só uma história. Jovem, mora em Santiago do Chile, alma livre, fotógrafa, e como se não bastasse, ainda acumula o atributo linda. Uma amizade virtual de uns 6 anos atrás, acho eu, época do meu finado fã clube da Cássia Eller, amizade esta com décimas quintas intenções. Veio ao Brasil apenas uma vez e nos encontramos no Garota do Flamengo. Prometeu que viria este ano, mas a grana, sempre a maldita grana impede. Ontem ela saiu na edição do Diário de lãs últimas notícias, numa entrevista sobre o seu último trabalho fotográfico, fotos de pessoas com cicatrizes de acidentes automobilísticos, das mais diversas. Chocantes e tocantes também.


[texto suprimido]


Aqui, a reportagem. Vale a pena conferir.

Publicado em 16 de abril de 2008 às 11:35 por estela

Going home!



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Quebrando o silêncio, Bob is going home. Teria eu que recomeçar com um super post, mas como a falta de tempo impera, aliada a um bocadito de ausência de verborragia e impaciência para organizar as idéias, resolvi começar alguma coisa - qualquer coisa mesmo - para sair dessa lei de silêncio que me incomoda. E depois organizar o que há no baú, revirar tudo e entregar o ouro aos poucos.

Há o que falar, companheiros. Há muito o que falar, e calar. Mas o importante mesmo é estar de volta. Isso aqui é terapia. Tipoterapia.



Publicado em 15 de abril de 2008 às 11:46 por estela

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Legal essa bagaça.

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